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segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Crédito à habitação: o que os bancos não dizem

Hoje na edição da Agência Financeira podemos ler uma noticia sobre as informações que os bancos "escondem" aos clientes que solicitam créditos. Informação conseguida através de um estudo realizado pela DINHEIRO & DIREITOS, da associação de defesa do consumidor (Deco), a 331 agências.

Podemos ler frases como:

"Maioria não pede dados essenciais nem dá informações necessárias."

"A maioria dos bancos atende mal no crédito à habitação."

"...os balcões bancários «não dão informação geral obrigatória sobre tipos de empréstimos, garantias e opções de reembolso, entre outras, numa fase inicial da negociação."

"Entre outras falhas, poucas alertam o consumidor para a subida das taxas de juro e simulam este aumento na prestação, quando negoceia o empréstimo da casa".

"Os resultados mostram que dois terços chumbam no atendimento, sobretudo por não darem informação geral obrigatória..."


Constata-se também na leitura desta noticia que a entidade reguladora - Banco de Portugal - pura e simplesmente não regula. Verdade seja dita as leis estão feitas são para cumprir mas poucas são as entidades que o fazem, e porque? Porque não há fiscalização.

Para lutar contra isto carissimos "necessitados" de crédito, questionem, desfiem ao máximo a informação porque por certo não vão querer ser apanhados por este mau atendimento e suas consequencias.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Aumentos sucessivos

Como já vamos estando habituados os aumentos das prestações do credito habitação não param. Hoje é noticia na "Agencia Financeira" um possivel aumento em Outubro devido à crise que se vive nos EUA. Pois é, esta é a razao pela qual quem tem creditos em curso deveria por mãos à obra e procurar melhores condiçoes.

A verdade é que se neste momento se encontra a pagar mais que o seu vizinho pelo mesmo valor de credito, os aumentos serão mais sentidos na sua casa.

Acreditem que hoje o mercado financeiro é competitivo e quem procurar consegue melhores condiçoes do que aquelas obtidas há 10, 15 anos atrás. Para exemplificar, apresento um exemplo real, um emprestimo requerido há uns anos atrás obteve um spread de 2%, actualmente com a transferencia obteve um spread de 0,7% que resultou numa redução da prestação e duração do credito.

Não esperem mais, procurem...

Bancos deixam de poder cobrar comissões para renegociar crédito à habitação

Apartir do dia 25 do mes de Setembro os bancos deixaram de cobrar comissões nos serviços de renegociação e transferencia de créditos.

Uma boa noticia para quem precisa de renegociar ou transferir o seu credito e nao o faz pelos custos que estas acções comportam.

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Trichet diz que é possível que o pior da crise de crédito esteja para vir

"O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, alertou hoje para o facto da crise de crédito ainda continuar a ser um perigo para as economias, não sendo claro que o pior já tenha passado.

Ao falar em entrevista concedida à britânica BBC, Jean-Claude Trichet afirmou que estamos a assistir a "uma correcção do mercado continuada e muito séria".

O presidente do BCE avisou que, caso os bancos centrais se sintam tentados a baixar agora as suas taxas de juro, poderão vir a ocorrer problemas ainda mais sérios, tendo comparado os aumentos actuais dos preços da Energia e da Alimentação ao choque petrolífero dos anos 70.

Para Trichet, o falhanço da maioria das economias europeias em digerir um aperto das respectivas políticas monetárias nos anos 70 levou ao aumento dos ordenados e, em consequência, limitou a competitividade da região, sendo o resultado um desemprego massivo, o qual ainda combatemos nos nossos dias.

Este responsável adiantou que, embora o Índice de Preços no Consumidor aumentou consideravelmente, uma inflação elevada "não vai durar para sempre".

O BCE tem mantido a sua taxa de juro de referência (a Refi) inalterada nos 4,0% devido às pressões."

Retirado de DiarioEconomico.com

Depois da leitura dos comentários do Presidente do Banco Central Europeu, podemos concluir que toda a economia europeia está com problemas quanto ao crédito.

Este problema parece não ter ainda solução à vista o que faz pensar na situação de todos aqueles que têm créditos em curso. O melhor nesta altura é verificar o que se está e quanto se está a pagar, pois se a tendencia é para o aumento e já estamos a pagar acima da média as dificuldades em gerir o orçamento familiar será cada vez maior.

Renegociar as condiçoes de crédito, caso nao queira mudar de entidade bancaria ou mesmo transferir o crédito são soluçoes consideradas viáveis, visto que muitos créditos estão sob taxas altissimas, de há 10 ou 15 anos atrás, quando nao havia ainda a concorrencia que hoje existe entre entidades financiadoras.

terça-feira, 22 de Abril de 2008

Poupar é Preciso

"Poupar é preciso
“Os anos aproximam-se silenciosamente” - Ovídio

Alexandre Narciso

O envelhecimento da população europeia, fruto do aumento da longevidade e da diminuição da taxa de natalidade exerce uma enorme pressão sobre os sistemas de segurança social por toda a Europa, sendo que Portugal não é excepção. A lógica do problema é simples. Com o envelhecimento da população o número de pessoas que trabalha e faz descontos diminui, sendo que por outro lado aumenta o número de pessoas reformadas que vivem desses mesmos descontos. Em resposta a este problema, a maior parte dos países europeus já aumentou e planeia aumentar mais ainda a idade oficial da reforma, tendo também reduzido os benefícios das pensões. Ora se as pensões vão ser mais baixas e se queremos manter o nosso nível de vida na idade da reforma, vamos ter de depender das nossas poupanças.
Portanto é imperativo poupar e o melhor dia para o começar a fazer é… hoje. Porquê?
Porque um dos erros mais típicos, no que à poupança para reforma diz respeito, é pensar que basta começar a poupar quando falta 5 ou 10 anos para a reforma. É que em tão curto espaço de tempo é difícil poupar e capitalizar o suficiente para fazer face a todas as despesas que teremos durante a nossa velhice.

E são várias as soluções disponíveis no mercado para constituir um bom plano de poupança para a reforma.
Uma das mais atraentes é investir num Fundo de Pensões, pois permite-nos constituir um complemento de reforma a partir de mínimos de investimento reduzidos (25 euros mensais), tornando-se acessível a todas as bolsas. Adicionalmente apresentam benefícios fiscais aliciantes (20% dos valores aplicados durante o ano são dedutíveis no IRS de acordo com os limites legais) e são reembolsados na data por nós escolhida para iniciar a reforma (desde que após os 55 anos e com um prazo de investimento de 5 anos). Outra vantagem é, que no caso de surgirem imprevistos (como seja desemprego de longa duração ou invalidez), podem ser reembolsados antecipadamente servindo assim também como uma reserva financeira para emergências.

Mas, como referi, existem várias soluções no mercado, cabendo ao aforrador decidir qual delas melhor se adequa ao seu perfil. O crucial mesmo é começarmos a poupar o quanto antes, de forma a usufruirmos de uma reforma tranquila e sustentável.
____

Alexandre Narciso, Direcção de Investimentos do Banco Best"

Retirado de Diário Económico

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Crédito Bonificado

O Diário Económico publica na sua edição de 17 de Abril, noticias bastante positivas para as familias que têm crédito habitação - regime bonificado. A noticia não é muito esclarecedora, mas informa que existirá a possibilidade de um aumento no prazo do empréstimo o que apesar de não oferecer poupança global oferece sim uma poupança mensal bastante considerável.

Para ver a noticia na integra clique no titulo da mensagem.

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Poupar em Portugal

"2008-04-03 Estudo "Relação dos Portugueses com o Dinheiro e o Crédito"

73% dos portugueses tem hábitos de poupança
Em média, cada português poupa 14% do seu rendimento

Lisboa, 2 de Abril de 2008 – Setenta e três por cento dos portugueses faz poupanças, a maioria dos quais mensalmente ou sempre que pode, revela um estudo realizado pela Netsonda, para a Associação de Instituições de Crédito Especializado - ASFAC. Em média, os cidadãos nacionais alocam 25% dos seus rendimentos ao pagamento de créditos, 48% ao pagamento de despesas fixas e 14% para poupança.O referido estudo, sobre “A Relação dos Portugueses com o Dinheiro e o Crédito” revela que 61% dos portugueses faz um plano de gastos mensal e 77% faz uma lista de compras antes de ir ao supermercado.
Quanto aos hábitos familiares em relação ao dinheiro, 87% dos inquiridos afirma falar habitualmente sobre dinheiro e gastos, sendo que a maioria destes (62%) o faz com os respectivos cônjuges. Dos pais que dão dinheiro aos filhos, 25% opta por mesada, 17% por semanada e 25% dá dinheiro quando os mais jovens pedem; em média, cada família dá, mensalmente, 119 € aos filhos, maioriamente, para alimentação, actividades escolares e diversão. A maioria dos pais (80%) afirma que os filhos conseguem controlar o dinheiro que lhes dão até ao final do prazo estipulado e que incita os filhos a poupar (88%). Ainda assim, 60% diz que os filhos não participam na definição do plano familiar de gastos. Relativamente à educação financeira, 74% dos inquiridos considera que não existe informação suficiente sobre este tema nas escolas e que é necessário incluir esta temática nos curricula escolares.
Analisando a relação dos portugueses com o crédito, o estudo revela que 84% dos respondentes está a pagar um ou mais créditos, sendo que a maioria (53,7%) está vinculado ao crédito à habitação, seguido do crédito pessoal (35,8%) e do crédito automóvel (22,5%). Mas, antes de recorrer ao crédito, 96% dos subscritores estipula o valor máximo que poderá pagar pela prestação mensal; aliás, quando se recorre ao crédito, para os inquiridos, o valor da mensalidade é mesmo o factor mais importante, seguido do custo total de crédito e, por fim, do crédito do empréstimo. Quem recorre ao crédito, na sua maioria (74%) considera-o vantajoso não só porque permite o acesso a bens que de outra forma não seria possível, mas também porque permite resolver situações imprevisíveis. Em relação à posse de cartão de crédito, 78% dos inquiridos afirma utilizar este meio de pagamento, sendo que 45% tem um cartão."

Retirado de: http://www.asfac.pt

sexta-feira, 28 de Março de 2008

CRÉDITO PESSOAL

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quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Poupança

Possui créditos? Então veja o exemplo que se segue:


Na minha opinião trata-se de um exemplo que agrada a qualquer um. Ao contrário do que possa parecer é possivel, basta saber quando tomar a iniciativa.

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Glossário sobre Seguros

Tendo em conta que todos nós temos obrigatoriamente de ter pelo menos um seguro, considero importante a colocação de alguns significados de algumas expressões utilizadas neste sector.

BENEFICIARIO - Pessoa singular ou colectiva previamente definida, a favor de quem reverte a prestação da empresa de seguros decorrente de um contrato de seguro ou de uma operação de capitalização. Ex: Um casal decide efectuar um seguro de vida, no qual em caso de morte, indemnizará o seu filho, então o beneficiario é o filho do casal.
BONIFICAÇÃO/BÓNUS - Trata-se da redução do prémio de renovação do contrato de seguro, verificadas que foram determinadas circunstâncias fixadas na apólice, nomeadamente a ausência de sinistros.
DAAA, DECLARAÇÃO AMIGÁVEL DE ACIDENTE AUTOMÓVEL - Impresso utilizado em caso de colisão entre veículos terrestres a motor, que tenham provocado danos materiais e/ou corporais, destinada a recolher certas informações indispensáveis às empresas de seguros, e a relevar objectivamente certos factos. Este impresso deve ser preenchido imediatamente no próprio local da colisão e assinado por ambas as partes.
ESTORNO - Devolução, ao tomador do seguro, de uma parte do prémio do seguro já pago.
FRANQUIA - Dano ou parte do dano que fica convencionalmente a cargo do segurado. Ex: O tomador contrata uma franquia de 500€, ocorre um sinistro em que o valor da reparação é de 350€, então é o tomador que tem a obrigação de efectuar o pagamento.
INDEMNIZAÇÃO -Valor pago por uma empresa de seguros para reparar ou ressarcir um dano resultante de um sinistro.
PARTICIPAÇÃO - Documento pelo qual o segurado comunica à empresa de seguros a ocorrência de um sinistro, indicando as suas causas, a data, o local, os prejuízos prováveis, etc.
PERDA TOTAL - Situação em que o bem seguro sofre danos cujo custo de reparação após o sinistro, acrescido do valor do salvado, ultrapassa o valor venal antes do sinistro. Ex: O valor de mercado do veiculo é de 18000€ e o valor da reparação é de 25000€.
PERIODO DE CARENCIA - Período com início na data de celebração do contrato de seguro, ou na data de um sinistro, e durante o qual a garantia de certos riscos não produz efeitos. Ex: Seguro de Saude, para assistencia a determinadas doenças, como cirurgias é necessário decorrer um tempo entre a data da contratação do seguro e a data da efectivação da cirurgia.
SEGURADO - Pessoa singular ou colectiva no interesse da qual o contrato de seguro é celebrado, ou a pessoa (pessoa segura) cuja vida, saúde ou integridade física se segura.
TOMADOR DE SEGURO -Pessoa singular ou colectiva que, por sua conta ou por conta de uma ou várias pessoas, celebra o contrato de seguro com a empresa de seguros, sendo responsável pelo pagamento do prémio.